UEPB participa de Feira Regional de Produtos Agroecológicos – Por um São João livre de transgênicos e agrotóxicos

30 de maio de 2019

Produtos saudáveis, com maior sabor, cultivados por produtores de quatro territórios da Paraíba e livre de agrotóxicos e transgênicos. A diversidade desses produtos e a riqueza que brota do solo paraibano foram conferidas na 2ª edição da Feira Regional de Produtos Agroecológicos – Por um São João livre de transgênicos e agrotóxicos, realizada na manhã desta quinta-feira (29), na Praça da Bandeira, no Centro de Campina Grande.

A exemplo da adição anterior, a Feira de Produtos Agroecológicos contou com total incentivo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), por meio do Núcleo de Extensão Rural em Agroecologia (NERA-UEPB) e do Centro Vocacional Tecnológico de Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido (CVT), que funcionam no Centro de Ciências Agrárias Ambientais (CCAA), no Câmpus de Lagoa Seca. Além do NERA e do CVT, o evento contou com estande da Feirinha Agroecológica da UEPB, que acontece todas as quintas-feiras, na Praça de Alimentação do Câmpus de Bodocongó.

Professores e alunos dos cursos de Agroecologia e Agropecuária do CCAA participaram da atividade expondo produtos e fornecendo informações sobre a importância do consumo de alimentos sem a presença de agrotóxicos. A Feira foi organizada pela Comissão Estadual de Produção Orgânica (CPOrg-PB), da qual a UEPB faz parte, e pelo Grupo de Trabalho de Comercialização da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), dentro da programação da Semana Nacional dos Orgânicos, celebrada entre os dias 26 de maio a 1º de junho.

Com o tema “Por um São João Livre de Transgênicos e Agrotóxicos”, a Feira reuniu cerca de 60 agricultores oriundos de 25 municípios das regiões do Médio Sertão, Agreste, Cariri Oriental e Ocidental, Seridó, Curimataú e Borborema, onde já ocorrem feiras agroecológicas periódicas. No total, foram montadas 30 barracas para comercialização e degustação de uma diversidade de hortaliças, plantas medicinais, frutas, mel, leite, ovos e produtos beneficiados da agricultura familiar de base agroecológica, como queijo, bolos, polpas, doces e biscoitos, além das tradicionais comidas de milho, a exemplo da pamonha, canjica, mungunzá e xerém.

Houve ainda apresentação cultural, com o trio de forró do Centro de Cultura e Arte da UEPB, distribuição de mudas plantas como barriguda, aroeiras e ipês, cultivadas do horto florestal do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, bem como distribuição de materiais educativos, além de demonstração de como é feito o teste de transgenia nas sementes de milho.

Integrantes da Comissão, as professoras do Câmpus II da UEPB, Shirleyde Alves dos Santos e Élida Correa Barbosa, destacaram a importância da iniciativa que incentiva o homem do campo a continuar produzindo, gerando renda e qualidade de vida. A professora Élida disse que a feira visa promover o produto orgânico para a sociedade, mostrando que esses produtos não são caros e têm alto valor nutritivo, por serem ecologicamente corretos. Ela lembrou que uma das preocupações dos cursos do CCAA é garantir a promoção da produção familiar de base ecológica que existe ricamente na região. Ela ressaltou que os agricultores conseguem fazer uma revolução em relação a produção agrícola livre do veneno.

A professora Shirleyde Alves destacou que o NERA e o Centro Vocacional Tecnológico de Agroecologia e Produção Orgânica da UEPB realizam um conjunto de ações, desenvolvidas em parceria com os agricultores. São projetos de assistência técnica no campo, bem como projetos de pesquisas e extensão, além das campanhas contra o uso de agrotóxicos e transgênicos. “Essa feira é de extrema relevância, pois mostra para a população que existe condições de produzir sem as substâncias químicas. Os agricultores trazem produtos que geram qualidade de vida e saúde para as pessoas”, destacou.

Erivam Farias é estudante do curso de Agropecuária e também agricultor. Ele disse que a Feira Agroecológica consiste em uma experiência enriquecedora e mostra o quanto a Universidade tem contribuído para o fortalecimento da agricultura familiar. “É importante mostrarmos para a sociedade que o agricultor produz e, ao mesmo tempo, agrega valor. É fundamental para a academia estar junto do produtor, fornecendo conhecimentos”, disse. O agricultor Nelson Ferreira dos Santos comercializa produtos do campo há 20 anos e destacou a importância da Feira e do apoio da UEPB. “Essas feiras têm sido muito ricas para mostrar a importância dos produtos livres de veneno”, salientou.

Em outra barraca, do Cariri e Seridó, a agricultora e artesã Celma Couto, moradora de Soledade, comemorava o sucesso da Feira. “O movimento está muito bom. O apoio que a Universidade dá aos agricultores tem sido fundamental para a nossa atividade”, disse. Na barraca do Curimataú, Maria da Paz Burity Silva, moradora de Cuité, também destacou o incentivo da UEPB e de todos os organismos que integram a comissão. “Essa feira tem sido um sucesso. É importante a população conhecer a diversidade de nossos produtos, sem agrotóxicos”, afirmou.

Texto: Severino Lopes
Fotos: Tatiana Brandão