UEPB inicia discussões para criação de Centro de Referência em Direitos Humanos em Campina Grande

20 de julho de 2016

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A criação de um Centro de Referência em Direitos Humanos em Campina Grande foi tema de reunião realizada na tarde da última segunda-feira (18), no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), da qual participaram o professor de Direito, Luciano Nascimento; o diretor do CCJ, professor Amílton de França; o presidente da Comissão de Direitos da OAB – Seccional Campina Grande, Lígia Macedo; o coordenador de Comunicação da UEPB, Hipólito Lucena; o deputado federal Pedro Cunha Lima e representantes do Centro Acadêmico Sobral Pinto.

Na reunião também foram debatidos assuntos referentes à garantia dos direitos humanos na sociedade, bem como a efetivação desses direitos perante a Constituição Brasileira e o impacto das atividades do Centro em Campina Grande. O professor Luciano Nascimento trouxe como destaque o Centro de Referência em Diretos Humanos de Guarabira e falou que a  implementação em Campina Grande pode trazer benefícios não só para a sociedade, como também para os alunos de Direito, já que é uma forma deles atuarem e promoverem melhorias na sociedade.

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“O Centro assume algumas funções, dentre elas a produção científica relacionada aos direitos humanos, o que significa que temos um campo extremamente alargado para a produção. Portanto, esses estudantes poderão fazer seus trabalhos de conclusão de curso com dados levantados no Centro de Referência e poderão contribuir com as suas monografias para o acervo do setor com a produção voltada para os direitos humanos”, destacou professor Luciano.

Presente também na reunião, o deputado Pedro Cunha Lima falou da dificuldade das leis brasileiras tornarem-se práticas e atuarem efetivamente na sociedade. Ele ressaltou que a criação do Centro em Direitos Humanos ampliará a garantia de condições básicas e importantes para a população. “Precisamos enfrentar um dos principais gargalos sociais, que é a materialização dos direitos humanos, tornando prático o que a lei já traz. Isso passa por uma conscientização, por um trabalho cultural, de educação social da população como um todo, que está perdendo esse senso de comunidade e humanidade. O Centro se tornará um instrumento essencial pra essa construção”, frisou o parlamentar.

Texto: Juliana Rodrigues
Fotos: Luciano Nascimento