UEPB forma 38 profissionais de Letras, Geografia e Ciências Agrárias do Câmpus de Catolé do Rocha

12 de junho de 2016

Colação Catolé (5)

Com um minuto de silêncio em homenagem ao professor Pedro Ferreira Neto, morto recentemente, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através do Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA), localizado no Câmpus IV, em Catolé do Rocha, entregou o diploma do curso superior a mais 38 profissionais das áreas de Letras, Agrárias e Geografia, formados pela Instituição.

A solenidade de Colação de Grau das turmas concluintes do período letivo 2015.2 foi realizada na noite de sexta-feira (10), no Auditório do CCHA, em meio a um clima de emoção, lembranças, saudades e realizações. Em todos os discursos, os oradores lembraram da trajetória do professor Pedro Ferreira, que dedicou praticamente toda a sua vida à Escola Agrotécnica do Cajueiro e do Câmpus IV.

Em uma noite que ficará guardada para sempre na vida dos novos profissionais, receberam o Grau Acadêmico 25 formandos do curso de Licenciatura Plena em Letras, sete do curso de Geografia e seis do curso de Ciências Agrárias. A assembleia solene foi presidida pelo professor Eli Brandão, pró-reitor de Graduação, que representou o reitor Rangel Junior. A cerimônia contou também com a presença da secretária executiva de Educação, Luciene Alves Coutinho, que representou o governador Ricardo Coutinho; da gerente de Educação da 8ª Gerência sediada em Catolé do Rocha, Maria do Socorro Muniz; do secretário de Educação do Município, Jailson José da Silva; do pró-reitor de Extensão da UEPB, José Pereira; além de parentes, familiares e amigos dos concluintes.

Colação Catolé (1)

A juramentista foi a formanda Geortânia Nobre Linhares, do curso de Letras, enquanto que o concluinte Felipe Rafael Linhares Santos, do curso de Ciências Agrárias, foi escolhido como o Orador oficial das turmas. Em seu discurso, ele falou de saudades, dificuldades, sonhos e vitórias. Os versos a as palavras de Felipe expressavam o sentimento da turma. Ele lembrou da chegada dos formandos no primeiro dia de aula e do sonho de conquistar o título superior conferido por uma das mais respeitadas universidades do Nordeste.

Ao som da canção “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento, ele disse que a UEPB fez os alunos descobrirem novos horizontes e perceber que a sociedade exigente precisa de profissionais capacitados para tornar o mundo melhor. Usando palavras como júbilo, renúncias e trabalho, o Orador disse que valeu a luta.

Escolhida como Paraninfa Geral, a professora Maria Fernandes de Andrade Praxedes, fez um discurso emocionante e com muitos elementos literários. Ela agradeceu a turma pela homenagem e também fez referência ao professor Pedro Ferreira. Emocionada, lembrou das lutas do ex-diretor e disse que ele deixou uma lacuna impreenchível no Câmpus IV. “Vamos guardar as boas lembranças do professor Pedro – ou Pedro do Cajueiro”, frisou.

Colação Catolé (2)

Ao se dirigir aos formandos, ela deu alguns conselhos e disse que a formação não terminava com a colação de grau, mas ainda há outros terrenos a explorar e novos campos do conhecimento a serem descobertos. O mestrado e o doutorado são os caminhos. Maria Fernandes ressaltou que o conhecimento é a grande conquista da era moderna e precisa ser aprimorado devido às exigências da sociedade. A Paraninfa disse ainda que a vida é uma grande travessia e que os formandos precisam ter a certeza de que ainda irão navegar em novos oceanos e enfrentar outros desafios, que exigem escolhas e decisões.

Presidente da solenidade, o professor Eli Brandão começou o seu discurso justificando a ausência do reitor Rangel Junior, por recomendação médica, devido a problema de saúde. Eli também fez um discurso recheado de significados, metáforas e traços literários. Também prestou sua homenagem ao professor Pedro, recitando um poema de Patativa do Assaré que fala de dor e de saudades. O professor disse que o dia era de celebração e especial para o UEPB, pois estava marcando o início de um novo ciclo.

Colação Catolé (6)

Ele enfatizou que os formados deveriam se sentir privilegiados e vitoriosos por conseguirem concluir um curso superior no país onde as estatísticas ainda são desfavoráveis. “É sem dúvida um momento de alegria e culminância”, disse. O pró-reitor usou a metáfora do artesão para mostrar como os novos profissionais devem trabalhar com alegria, prazer e sempre procurando acertar nas decisões. Ele lembrou que o artesão planeja as ações do seu ofício e trabalha se divertindo.

O diretor do Câmpus, professor Edivan Silva Nunes Junior, afirmou que a cerimônia de colação de grau é sempre um momento especial na vida dos formandos que lutaram muito e enfrentaram muitas dificuldades para chegar ao término da caminhada. Como diretor ele disse que se sentia feliz por saber que mais uma vez a UEPB cumpriu o seu papel de realizar sonhos e projetar profissionais capacitados para o mercado de trabalho. Edivan também fez a sua homenagem ao professor Pedro e disse que a alegria, o esforço e as lutas do docente sempre serão lembrados no CCHA.

Colação Catolé (4)

A solenidade foi concluída com a conferência do Grau Acadêmica. A concluinte Albanisa Pereira Santos recebeu o grau em nome da turma de Ciências Agrárias, conferido pelo professor Evandro Franklin Mesquita, coordenador do curso. A formanda Edvânia da Silva Araújo, do curso de Letras, recebeu o grau acadêmico em nome da turma, conferido pela professora Benedita Ferreira, enquanto que a concluinte Janaína Guedes da Silva, do curso de Geografia recebeu o grau conferido pelo professor Edvan da Silva Nunes.

Texto: Severino Lopes
Fotos: Paizinha Lemos