Simpósio de Fisioterapia alerta sobre importância do autoexame para combater o câncer de mama

26 de outubro de 2017

Em comemoração ao Dia do Fisioterapeuta, cuja data nacional é celebrada em 13 de outubro, o Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com seu respectivo Centro Acadêmico, vem realizando uma série de atividades integrativas referentes ao 1º Simpósio de Fisioterapia, que teve início na manhã de quarta-feira (25) e segue até esta sexta-feira (27), com a participação de mais de 80 inscritos.

Seguindo a temática “Integrando Práticas e Saberes”, o evento tem como finalidade congregar professores, alunos e ex-alunos em diversas temáticas da Fisioterapia e áreas afins. Constam na programação palestras, oficinas, debates, mesas redondas e ações participativas com a comunidade, a exemplo das apresentações de prevenção ao câncer de mama, como parte das atividades do Outubro Rosa.

De acordo com a professora Maria de Lourdes Oliveira, coordenadora da Clínica Escola de Fisioterapia, a campanha “Vê se te toca” foi conduzida pelos próprios alunos do componente curricular “Fisioterapia Uroginecológica e Obstétrica”, que produziram panfletos ilustrados e explicativos, banner, músicas e paródias apresentadas como forma de conscientizar a população sobre a necessidade do autoexame. Neste ano, a abordagem também tem como foco os homens, já que, ao contrário do que muitos pensam, também tem aumentado os casos de diagnóstico de câncer de mama em pacientes do sexo masculino.

“Devemos orientar os rapazes de que é necessário fazer a autoavaliação na região do peito e axilas, porque tem acontecido casos não apenas entre as mulheres”, registrou a professora Lourdes. Durante as atividades, alunos utilizaram moldes em silicone para expor ao público como o exame deve ser feito e também apontaram os possíveis sinais clínicos de câncer de mama, como nódulos, ondulações, secreções, sulcos, marcas e outras texturas diferenciadas.

Integração multidisciplinar

Uma característica desta primeira edição do Simpósio de Fisioterapia foi o empenho dos organizadores em realizar um evento que abrangesse outros departamentos e instituições. “Trouxemos temas e oficinas recorrentes além da nossa área de Fisioterapia, a exemplo de Enfermagem e Psicologia, para que fosse promovida uma maior multidisciplinaridade e interação com outros cursos”, explicou Lydaiana de Andrade Catão, integrante do Centro Acadêmico de Fisioterapia e uma das organizadoras do evento.

Dessa forma, além das palestras e oficinas, foi montada uma tenda com a oferta do serviço de Escuta Psicológica, para orientar as pessoas com possíveis necessidades ou emergências psicoemocionais, bem como mostrar à comunidade que as pessoas podem contar continuamente com este serviço na Clínica Escola de Psicologia da UEPB, em Bodocongó.

Dentre as palestras que se destacaram na manhã desta quinta-feira (26) estavam os relatos da professora Eliane Nóbrega, que discorreu sobre “Intervenção precoce na Síndrome Congênita do Zika Vírus: Necessidade de uma assistência intersetorial”. Na oportunidade, foram exibidos vídeos explicativos sobre estimulação motora e sensorial em bebês afetados com a microcefalia, com técnicas que podem ser trabalhadas pelos profissionais da área de Saúde e pela família. Os vídeos foram produzidos pela Rede Inclusão da Unicef e podem ser acessados por qualquer pessoa interessada através do YouTube.

O professor Dásio José, coordenador do curso de Fisioterapia, também participou como palestrante no evento, ministrando a oficina “Biomagnetismo”. Segundo ele, trata-se de uma técnica não invasiva existente há séculos, mas que, apesar de antiga, está sendo mais difundida agora. A oficina trouxe uma introdução sobre o que é, como e quando o biomagnetismo deve ser utilizado. “Todos têm o poder do magnetismo, mas, para passar sua força magnética, o profissional deve estar bem e ter consciência do que faz, pois quando bem aplicado o magnetismo funciona como uma forma de tratamento e harmoniza pessoas, fluidos e energias”, afirmou o professor.

 

Texto e fotos: Giuliana Rodrigues