Projeto de extensão do Câmpus V presta assessoria a instituições para implantação da coleta seletiva

6 de setembro de 2016

Voltado ao reconhecimento do trabalho dos catadores de recicláveis de João Pessoa e à conscientização sobre a importância da coleta seletiva, o projeto de extensão “Mobilização, inclusão e formação de catadores/as de materiais recicláveis da cidade de João Pessoa: uma experiência necessária”, vinculado ao Câmpus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), tem sido convidado a prestar assessoria técnica a instituições públicas que estão em fase de implantação da coleta seletiva, bem como apoiado os catadores para a efetivação dessas iniciativas.

Nesta segunda-feira (5), o Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT-PB) lançou a Campanha de Implantação da Coleta Seletiva Solidária no âmbito organizacional e todo o processo de implantação da coleta seletiva no órgão está sendo assessorado pelo projeto da UEPB. A coordenadora do projeto de extensão, professora Fátima Araújo, está ministrando uma capacitação com os servidores do MPT-PB para orientar sobre a forma correta de fazer a coleta e destinação dos resíduos. Além disso, os catadores de resíduos, que já haviam sido previamente organizados em associações, concorreram em um edital aberto pelo MPT-PB para realizarem a coleta do material descartado pelo órgão.

Além do Ministério do Trabalho, o Banco do Brasil também lançou, no fim de agosto, um programa de coleta seletiva que passou a ser aplicado em 27 agências da capital e que conta com o suporte do projeto de mobilização de catadores da UEPB. Neste caso, após lançamento da campanha e divulgação de edital de credenciamento de associações e cooperativas de catadores de resíduos recicláveis, foram escolhidas três cooperativas para ser beneficiadas: a Associação dos Catadores de Recicláveis de João Pessoa – ASCARE JP, Associação Acordo Verde Jardim Cidade Universitária e Cooperativa dos Catadores e Catadoras de Recicláveis de Marcos Moura – COOREMM, todas cadastradas e orientadas pelo projeto da UEPB.

Tais iniciativas visam o cumprimento do decreto federal 5.940 de 25 de outubro de 2006, que institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis.

De acordo com a professora Fátima Araújo, o projeto da UEPB orientou os catadores para a formação de associações permitindo a participação em editais como os que foram lançados pelo Banco do Brasil e MPT-PB. Além disso, o material e o caminhão adquiridos com recursos do projeto auxiliam na realização dessa atividade. “A partir do momento que conseguimos organizar e prestar assessoria a esses catadores, passamos a uma etapa do projeto de consultoria a instituições que nos procuram, considerando que além de termos as condições estruturais e o conhecimento necessário para prestar as orientações para efetivação da coleta seletiva, ainda podemos trazer as cooperativas para participar desse processo”, explicou.

Sobre o projeto

Coordenado pela professora Fátima Araújo, o projeto “Mobilização, inclusão e formação de catadores/as de materiais recicláveis da cidade de João Pessoa: uma experiência necessária” é realizado desde 2013 voltado à identificação, sensibilização, mobilização, formação e inclusão em associações e cooperativas de catadores de toda a João Pessoa, desenvolvendo atividades de encubação, assistência técnica e nucleação. A previsão inicial de finalização do projeto era em 2015, porém, devido aos resultados positivos já alcançados a iniciativa foi prorrogada até dezembro de 2016.

“Já contabilizamos a identificação e cadastro de mais de 700 catadores, 30% destes organizados e 70% avulsos. Também realizamos oficinas de reciclagem, intercâmbios com cooperativas da cidade de João Pessoa e Santa Rita, organizamos a participação dos catadores em eventos, montamos a estrutura e articulamos junto a parceiros aulas de alfabetização e letramento, entre outras ações que visam proporcionar melhores condições de trabalho e de vida para a população atendida pelo nosso projeto”, esclarece a professora Fátima Araújo.

Texto: Juliana Marques