Projeto de extensão da UEPB promove ações de manejo orgânico de culturas agrícolas em unidades penitenciárias

14 de setembro de 2016

Na incessante busca por condições mais dignas aos que se encontram em privação de liberdade no sistema penitenciário, o projeto “Assistência à saúde: vivência em Penitenciárias de Campina Grande” está desenvolvendo uma séria de atividades voltadas à prevenção da saúde dos encarcerados dos presídios do Serrotão, Máxima e Feminino de Campina Grande. Este trabalho conta com a importante colaboração do professor Leandro Oliveira de Andrade, do Departamento de Agroecologia e Agropecuária do Câmpus II da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizado em Lagoa Seca.

O docente é especialista em reaproveitamento de água em manejo orgânico de culturas agrícolas e está trabalhando há um mês em parceria com o projeto. Com iniciativas que vão de instruções técnicas no acompanhamento da construção de tanques filtros para reúso da água da cozinha, passando por conscientização da importância de uma produção orgânica e o consumo saudável, chegando até ações educativas de capacitação, o professor está contribuindo para a ocupação sadia, ressocialização e profissionalização dos encarcerados, assim como de alguns profissionais locais, como agentes penitenciários e outros funcionários.

“A situação hídrica atual de nossa região não nos permite o luxo de exageros e desperdícios no uso de tal recurso natural, por isso vislumbro que a melhor solução seja o reúso, dentro das limitações técnicas que nos são permitidas”, ressalta Leandro. Nestas visitas, dos últimos 30 dias, sementes já foram doadas e plantadas, recomendações foram feitas, ações foram executadas, pessoas foram instruídas e capacitadas. Além disso, outras ações estão sendo planejadas.

Professor Leandro Oliveira adianta que pretende continuar contribuindo, enquanto tiver saúde, na instalação e acompanhamento do funcionamento de sistemas de irrigação com base no reaproveitamento de água, na manutenção das camadas dos filtros, na administração das três hortas orgânicas (Serrotão, Máxima e Feminino) e, acima de tudo, na capacitação em atividades agrícolas, através de ações educativas para os internos. “Essas pessoas merecem todo respeito, porque estão resgatando sua dignidade e autoestima”, frisou.

Colaboração: Professora Gabriela Costa