Programa de extensão do Departamento de Educação Física oferta aulas de natação para crianças

22 de abril de 2019

Crianças, sol e piscina, acrescentadas à diversão e prática esportiva, dão vida a Escolinha de Natação do Departamento de Educação Física (DEF) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Atendendo a cerca de 100 crianças a partir dos 7 anos de idade, o projeto tem aulas nas terças e quintas, com duas turmas no turno da manhã e outras duas à tarde, em piscinas do Polo de Educação a Distância da Pró-Reitoria de Ensino Médio, Técnico e Ensino à Distância (PROEAD) da Instituição.

No programa “Laboratório Pedagógico: Saúde, Esporte e Lazer”, bolsistas e voluntários aplicam uma metodologia adequada para o aprendizado dos alunos, desde as pernadas, o treino de respiração inversa à forma convencional, inspirando pela boca e expirando o ar pelo nariz embaixo da água, até o nado em si, atravessando a piscina, primeiramente com pranchas e depois iniciando o estilo crawl. Conforme o desenvolvimento dos alunos, eles migram para treinamentos em piscina semiolímpica da UEPB.

Weslley Correia é aluno do 4º período da Licenciatura de Educação Física e um dos monitores do programa. Na piscina, ele dá assistência para as crianças, desejando ver em cada uma delas os resultados do desenvolvimento através da prática esportiva. “Muitas crianças chegam sabendo muito pouco sobre natação e quando saem para a natação adulta sentimos uma alegria imensa por estarmos fazendo parte do desenvolvimento dessas crianças”, comenta. Rayla Santos também emprega os ensinamentos adquiridos nas aulas do curso de Educação Física em prática, por meio da Escolinha de Natação. “Eu não sabia nadar. Fui aprendendo aos poucos aqui no curso e hoje eu posso ver que aprendi e eu estou tendo a oportunidade de ensinar”, destaca.

Entre mergulhos, alongamentos, treinos de pernas e travessias pela piscina, as alunas Isabela Santos, Leticia Gomes e Kamila Moreira têm em comum a mesma idade, 11 anos, e também o amor pela natação. “A gente aprende pernada e respiração, normalmente são 30 respirações por aula”, diz Isabela. “É muito bom a gente aprender a nadar e fazer as respirações”, afirma Letícia. “Eu já aprendi respiração, já tô na parte funda”, comemora Kamila.

As três meninas estudam o sexto ano do Ensino Fundamental. Essa é uma das condições para participar do projeto: estar matriculado em alguma instituição de ensino. As inscrições na escolinha do DEF podem ser realizadas nas terças e quintas, no Departamento de Educação Física. É preciso levar foto 3×4 recente, declaração de matrícula na escola, comprovante de residência e xerox da Certidão de Nascimento ou RG.

A Escolinha de Natação é apenas uma das iniciativas do “Laboratório Pedagógico: Saúde, Esporte e Lazer”, que se estende para outras modalidades esportivas para crianças, como dança, musculação infantil, artes marciais e ginástica. Matheus do Carmo é tio de Pedro Lucas, de 7 anos, que há dois meses está na natação. Ele diz que as aulas proporcionam uma melhor condição de saúde para o seu sobrinho. “Pedro fica contando as horas, com muita expectativa. Ele é um menino muito esperto, muito sagaz e ele fica louco para vir para a natação, porque ele gosta bastante”, pontua.

Anny Sionara, coordenadora da Escolinha, recorda os alunos que passaram pelo projeto e que depois ingressaram no curso de Educação Física, tornando-se também monitores das aulas de natação. Ela menciona o valor do programa, que atualmente também atende crianças com autismo e deficiências, e se alegra com a perseverança das crianças, que não medem esforços para ir para as aulas em qualquer tempo, esteja chovendo ou fazendo sol.

“No ano de 2000, quando cheguei na UEPB, vi muitas crianças e adolescentes que ficavam na frente do Departamento pedindo para que tivessem alguma motivação. Eu pegava bolas, arcos e ficava chamando o pessoal que passava nos estacionamentos, lá no meio da rua, pra brincar conosco. Essa brincadeira foi se tornando mais séria e, com o tempo, foi tendo os dias certos de acontecer – sempre às terças e quintas – e as crianças começaram a participar de futsal, vôlei, depois da natação”, relembra.

Texto e fotos: Luiz Felipe Bolis (Estagiário)