Produtores beneficiados por projeto de extensão da UEPB realizam feira de produtos agrícolas no Câmpus I

24 de maio de 2018

Produtos saudáveis, extraídos da terra e de origem animal vendidos ao consumidor sem o uso de agrotóxicos. Esses produtos foram encontrados na primeira experiência de uma feira agroecológica realizada no Câmpus I da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, envolvendo produtores de Boqueirão, no Cariri do Estado. A feira aconteceu na manhã desta quinta-feira (24), em uma tenda montada ao lado da Praça de Alimentação do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), como parte das atividades desenvolvidas pelo projeto de extensão “Conhecemos o solo que pisamos? Troca de saberes entre atores de diferentes realidades”.

Nesse primeiro momento, participaram da feira as agricultoras Maria Célia Araújo e Maria Gomes de Oliveira, além do produtor Antônio Gomes, todos integrantes da associação Casac, na cidade de Boqueirão, que é parceira do projeto da UEPB. Aproveitando a presença de estudantes, professores e técnicos da UEPB, eles comercializaram a preços baixos produtos orgânicos como queijo de leite de cabra, doces, coentro, alface e outros produtos hortifrutigranjeiros.

Os três representaram os demais produtores do Cariri Ocidental envolvidos no projeto, mas que ficaram impossibilitados de participar da feira em função dos bloqueios nas estradas ocasionados pela greve dos caminhoneiros. Mesmo assim, o sucesso do evento foi garantido. Diversos professores prestigiaram a feira, a exemplo do pró-reitor de Extensão, José Pereira da Silva; o professor João Damasceno; o diretor adjunto do CCBS, José Pereira do Nascimento; e a professora Élida Correia Barbosa.

O projeto, coordenado pelo professor Simão Lindoso de Souza, faz parte do programa de extensão “Agroecologia e o Diálogo de Saberes na Universidade: Ações do Núcleo de Extensão Rural Agroecológica em Territórios Paraibanos”, vinculado ao Núcleo de Extensão Rural Agroecológica (NERA) e ao projeto “Centro Vocacional Tecnológico (CVT) – Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido”.

Professor Simão Lindoso explicou que a ideia é tornar a feira permanente e não apenas com caráter comercial, para divulgar ação dos produtores região. A proposta, segundo ele, é fazer a comunidade acadêmica entender o que significa a Agroecologia, que “vai além da produção de produtos orgânicos e tem um sistema de produção em harmonia com a natureza e é uma forma de produção e comercialização justa”.

Coordenadora do NERA, a professora Shirleyde Alves dos Santos enfatizou que a pretensão do projeto é ampliar a feira, envolvendo mais produtores da região, como acontece na feira agroecológica do Centro de Ciências Agrárias Ambientais (CCAA), Câmpus de Lagoa Seca. Ela observou que o evento foi uma iniciativa dos próprios alunos da UEPB.

A estudante Lays Melena faz Agroecologia em Lagoa Seca, enquanto Mateus Manassés cursa Biologia em Campina Grande. Os dois são filhos de agricultores e aproveitaram o projeto para transmitir conhecimentos, destacando a importância dos produtos agroecológicos. Maria Célia já trabalha com a terra há 30 anos, mas somente nos últimos três anos passou a cultivar hortaliças, graças ao incentivo da UEPB. “Tem sido uma parceira muito positiva. A gente consome e vende produtos saudáveis”, destacou.

A Feira foi resultado de uma oficina sobre cromatografia circular em papel para análise biológica do solo, no município de Boqueirão, realizada na terça (22) e quarta-feira (23), com agricultores, pesquisadores e estudantes de Biologia e Agroecologia.

Texto: Severino Lopes
Fotos: Givaldo Cavalcanti