Encontro Paraibano de Genética e Biotecnologia tem início no Câmpus V da UEPB com palestra e minicursos

17 de novembro de 2016

Melhoramento genético para aperfeiçoamento de animais e vegetais, desenvolvimento de novas vacinas a partir de descobertas da biotecnologia, a relação entre doenças e a herança genética, são alguns dos temas discutidos durante o Encontro de Genética e Biotecnologia da Paraíba (ENGEB-PB), que teve início nesta quarta-feira (16) e segue até a sexta-feira (18) no Câmpus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em João Pessoa, com palestras, minicursos, mesas-redondas e apresentações de trabalhos.

A solenidade de abertura do ENGEB contou com a participação do diretor adjunto do Centro de Ciências Biológicas e Sociais Aplicadas, professor Ênio Wocyli Dantas; do coordenador do curso de Ciências Biológicas, Cleber Salimon; das integrantes da comissão organizadora do ENGEB, professoras Brigida de Lucena e Daniela Pontes e do presidente do Centro Acadêmico de Ciências Biológicas, Otoniel Lima. A noite de abertura do encontro contou com a apresentação cultural de Robson Azevedo, estudante do curso de Ciências Biológicas da UEPB, Jéssica Sena, ex-aluna, e Vinícius Pontes.

Na oportunidade, o professor Ênio Wocyli, destacou a importância da realização de eventos regionais com o perfil do ENGEB, evidenciou os investimentos realizados recentemente pela instituição no laboratório de Genética do Câmpus V e enalteceu os esforços da comissão organizadora para realizar o Encontro.

A professora Brigida de Lucena compartilhou com os presentes a surpresa da comissão organizadora com o grande número de participantes inscritos no evento, lembrou o alto nível dos palestrantes e ministrantes de minicursos, e exaltou o amadurecimento dos discentes do curso de Ciências Biológicas, que tiveram a ideia do ENGEB e auxiliaram em todas as etapas de preparação do evento.

“Não há ciência básica ou aplicada, existem sim aplicações da ciência”, esse pensamento de Louis Pasteur foi utilizado pelo pesquisador Marcos Morais Júnior, ministrante da palestra de abertura “Genes e as tecnologias: estimulo científico rumo a novas e importantes descobertas”, para introduzir uma discussão centrada na aplicação da ciência e no desenvolvimento do conhecimento científico na atualidade.

“Estamos passando por um período de revolução biológica. Por muito tempo a biologia destinava-se apenas à observação dos fenômenos da natureza. Só depois nos vimos diante da possibilidade não só de estudar os fenômenos, mas, identificá-los e até modificá-los. Assim, nos encontramos diante da oportunidade de gerar, por exemplo, organismos modificados para uso na agricultura, ou corrigir defeitos genéticos em humanos para curar algumas doenças, enfim algumas possibilidades que nos mostram a importância das descobertas e aplicação da ciência”, avalia Marcos Morais Júnior.

O primeiro dia de evento contou com os minicursos “Bioinformática Básica”, “Citogenética Animal e Humana”, “Genética forense: Universidade e Aplicabilidade”, “Desenvolvimento de nanossistemas aplicados a saúde” e “Genética da Conservação  aplicada à biodiversidade neotropical”, todos com carga horária de 6 horas.

A palestra de encerramento do ENGEB “O Projeto Genográfico e a história do povoamento da América do Sul”, ocorrerá nesta sexta-feira, 18 de novembro, às 17h, tendo como ministrante o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Fabrício Rodrigues dos Santos, que é biólogo e geneticista com doutorado pela UFMG, pós-doutorados pela Universidade de Oxford, Reino Unido e pela National Geographic Society/Universidade da Pensilvânia, EUA. Atua no Instituto de Estudos Avançados (IEAT), e é pesquisador da área de Genética e Evolução e Diretor do Centro de Coleções Taxonômicas da UFMG. Foi membro do Comitê Assessor de Genética do CNPq entre 2011 e 2015.

Texto e fotos: Juliana Marques