Concluintes do Câmpus de João Pessoa participam de solenidade de colação de grau do período letivo 2015.2

8 de junho de 2016

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Alegria, coragem, determinação, responsabilidade, foram algumas das palavras que marcaram os discursos e o clima entre os formandos do Câmpus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que participaram da cerimônia de Colação de Grau do período letivo 2015.2, realizada na manhã desta terça-feira (7), no auditório da Reitoria da universidade Federal da Paraíba (UFPB), Câmpus I. A solenidade colocou à disposição do mercado de trabalho 78 novos profissionais de Arquivologia, Ciências Biológicas, Relações Internacionais e Administração Pública.

Compuseram a mesa de honra o reitor Antônio Rangel Júnior; o diretor do CCBSA e paraninfo das turmas concluintes, professor Francisco Jaime Mendonça Júnior; a diretora adjunta do CCBSA, professora Giuliana Dias Vieira; o pró-reitor de Graduação da UEPB, professor Eli Brandão; a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UEPB, professora Maria José Lima da Silva; o pró-reitor de Gestão de Pessoas, professor Sandy Gonzaga; a coordenadora do curso de Arquivologia, professora Esmeralda Porfírio Sales; a coordenadora do bacharelado em Ciências Biológicas, professora Daniela Pontes; o coordenador do bacharelado em Relações Internacionais, professor Filipe Reis e a coordenadora do curso de Administração Pública, Jacqueline Echeverría Barrancos.

Na oportunidade, a oradora oficial, Vivianne Evelyn Alves, do curso de Ciências Biológicas, lembrou o papel dos formandos de buscar contribuir para o bem comum da sociedade atuando com ética em cada área. “Aos arquivistas cabe a tarefa de assegurar informação de qualidade utilizando, para isso, novas tecnologias. A nós, biólogos, compete a obrigação de transmitir o conhecimento para as futuras gerações compreenderem os problemas que a sociedade provoca ao ambiente e tentarem intermediar os danos que o impacto antrópico possa causar à natureza e à vida e bem-estar comum. Aos profissionais de Relações Internacionais inicia-se agora a desafiadora porém apaixonante jornada de desbravar o mundo entendendo os desafios e oportunidades advindas da multiculturalidade e promover o diálogo político, econômico e social. Amigos, crescer é inevitável e por mais que queiramos guardar este momento, devemos seguir em frente nesta jornada aproveitando as oportunidades e vivendo-as intensamente”, declarou.

Homenageado pelas turmas concluintes, o paraninfo geral, professor Francisco Jaime, chegou conduzido pela comissão formada pelos estudantes: Jefferson da Silva Morais (Arquivologia), Ana Lígia Pereira (Ciências Biológicas), Clemilda Noberto da Silva (Relações Internacionais) e Luanna da Silva Moura (Administração Pública).

Marcado por momentos que remetiam ao fim do mandato como diretor de centro e relembrando a trajetória de 10 anos de UEPB, o paraninfo destacou a emoção de ser homenageado pelas turmas concluintes nesta fase profissional, considerada pelo mesmo como um presente de reconhecimento. “Fiquei muito feliz e emocionado por ter sido escolhido paraninfo e os motivos são vários. Iniciando pelo fato de eu ser um dos fundadores desse campus e por estar prestes a completar 10 anos de UEPB, universidade essa a qual tenho honra e orgulho de fazer parte. Além disso, por estar concluindo mais um ciclo de minha vida, o de diretor do nosso campus”, avaliou.

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Durante o discurso, o paraninfo aconselhou os formandos a buscar o aprendizado constantemente e deixar um legado de admiração pela verdade e indignação contra as injustiças. “A vida nos ensina a assumir a responsabilidade de procurar os caminhos que nortearão nossos destinos e nos abrirão as portas para o conhecimento, a cultura e o consequente desenvolvimento pessoal. Desenvolvimento esse que visa moldar a nossa personalidade, para que diante de cada escolha que nos seja apresentada, possamos optar pela mais correta. E a partir dessas escolhas, meu sincero desejo é que vocês sejam empreendedores, ousados e determinados. Mas também, e principalmente, que sejam sensatos, interpessoais, éticos e responsáveis com a sociedade e o meio ambiente.

Para encerrar a fala o homenageado destacou a importância de que cada egresso busque um caminho próprio que os permita brilhar no mundo profissional a partir de escolhas responsáveis e comprometidas com suas convicções. “O ser-como-todo-mundo, ou seja, a massificação despersonalizante, é uma grande tentação mundanizadora pujante e que objetiva nivelar por baixo todos os seres humanos e dessa forma mediocrizar a sociedade. Mas vocês podem fazer a diferença. Portanto não se intimidem com os fatos da vida, mesmo aqueles mais penosos e sofridos. Utilizem o bom humor e o riso como meios para criar situações mais humanas. E principalmente, não parem apenas nessa etapa, enxerguem e busquem novos desafios e oportunidades, vão ousem sejam pessoas e profissionais exemplares”, aconselhou Francisco Jaime.

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O pró-reitor de Graduação, professor Eli Brandão pautou sua fala inicial na figura do “profissional artesão”, aquele que se diverte com seu trabalho, que está em constante busca por aperfeiçoamento, que é marcado pela autonomia no que faz, um modelo de atuação que, de acordo com o pró-reitor, ganha espaço para superar as dificuldades do mundo contemporâneo.

O docente lembrou um pensamento do educador Rubem Alves, segundo o qual cada ser humano carrega duas caixas – uma de ferramentas e uma de brinquedos – sendo ambas necessárias ao bom profissional. “As ferramentas nos dão os meios de viver, mas, não nos dão razões para viver. Já os brinquedos, estão relacionados ao amor e prazer que sentimos ao realizar algo. Carregando essas duas caixas de ferramentas certamente vocês, formandos conseguirão conquistar um mundo melhor”, avaliou.

Utilizando o poema de Khalil Gibran que compara os filhos a flechas projetas pelos arqueiros (pais) para o mais longe possível, seguindo uma trajetória de crescimento, o reitor Rangel Júnior fez um discurso cujo enfoque estava na emoção e dedicação dos pais que ali estavam presenciando um marco na vida dos filhos. “Os pais aqui presentes podem estar sentindo que estão perdendo os filhos para o mundo. Aqui nós temos jovens que criaram condições de voar com as próprias asas. Mas, é importante lembrarmos que essa conquista é muito mais desses pais do que de qualquer outra pessoa. Então, não podemos deixar de parabenizá-los também nesse momento. E aos formandos o que desejo é que essas asas que vocês ganharam sejam cada vez mais usadas e que vocês sigam voando alto”, concluiu o reitor.

Receberam o grau acadêmico, em nome dos demais formandos: Adriana Lígia (Arquivologia), Bruna Caroline Lopes (Ciências Biológicas), Raianna Morais Souto (Relações Internacionais) e Rômulo Gomes de França (Administração Pública – a distância). O juramentista foi o estudante do curso de Arquivologia Victor Hugo Pessoa Lacerda de Araújo.

Texto: Juliana Marques
Fotos: Paizinha Lemos

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