Agrotec 2016 expõe produtos e tecnologias desenvolvidos por alunos da Escola Agrícola Assis Chateaubriand

24 de outubro de 2016

Tornar conhecidos da população os produtos e experimentos agrícolas produzidos no Centro de Ciências Agrárias Ambientais (CCAA), do Câmpus II da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizado na cidade de Lagoa Seca, bem como as pesquisas e tecnologias empregadas pela Instituição em favor da agricultura familiar e de subsistência . Esse é o objetivo principal da 1ª Exposição Tecnológica (Agrotec) da Escola Agrícola Assis Chateaubriand (EAAC), que teve início nesta segunda-feira (24), com o tema “Ciência a serviço da Agricultura”.

O evento acontece em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) e direção do Câmpus II. A solenidade de abertura contou com a participação da professora Rochane Vilarim, pró-reitora adjunta de Ensino Médio, Técnico e Educação à Distância (PROEAD), que na oportunidade representou o reitor da UEPB, professor Rangel Junior; do diretor da Escola Técnica, professor José Félix de Brito Neto; e do diretor do (CCAA), professor Suenildo Oliveira Costa. O prefeito eleito de Lagoa Seca, Fábio Ramalho Silva, também prestigiou a solenidade de abertura e destacou a riqueza que tem sido a presença do Câmpus no município.

Em sua primeira edição, a Agrotec 2016 reúne estudantes dos cursos técnicos em Agropecuária e Agroindústria da EAAC, professores, pesquisadores, agricultores e artesãos da região. No primeiro dia do evento, diversos estudantes de creches e escolas municipais de Lagoa Seca visitaram os stands da feira. Ao abrir o evento, a professora Rochane Vilarim deu as boas vindas aos participantes e destacou a capacidade dos estudantes formados no Câmpus II. Ela também fez menção a qualidade dos cursos técnicos oferecidos pela UEPB no Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) e que têm contribuído para incentivar a agricultura familiar na região.

O diretor da Escola Técnica, José Félix de Brito Neto, disse que a Feira surgiu com a proposta de mostrar a sociedade a qualidade das tecnologias desenvolvidas na unidade. Segundo ele, pela primeira vez em sua história, a Escola Agrícola abriu de vez as portas para a sociedade, mostrando o que está sendo feito nos campos de experimento. “O objetivo dessa primeira Agrotec é transcender os muros da universidade e dá uma satisfação a sociedade das pesquisas, projetos e tecnologias desenvolvidas na Instituição e que precisam ser difundidas”, disse o diretor.

O diretor do câmpus, professor Suenildo Oliveira Costa, aproveitou a abertura para destacar a qualidade da mão de obra formada na Escola Técnica Assis Chateaubriand, apta a trabalhar em qualquer instituição. Ele ressaltou que o evento serve para mostrar como o conhecimento aliado à prática pode gerar perspectiva de qualidade de vida na área de agropecuária. Responsável pela palestra de abertura, “Agricultura brasileira: oportunidades e desafios”, o pesquisador do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Antônio Félix da Costa, destacou que a UEPB cumpre o seu papel ao fornecer conhecimentos e tecnologias que podem ajudar o homem do campo a superar as adversidades climáticas e a escassez de água.

Antônio Félix da Costa abordou os avanços ocorridos na agricultura brasileira durante a última década, ressaltando que as adversidades climáticas ainda são o maior desafio dos pequenos agricultores. Para ele, os nordestinos precisam ter acesso a essas novas tecnologias para poder encontrar alternativas de sobrevivência durante tantas incertezas climáticas.

“O grande desafio do governo é fazer com que esses pequenos agricultores tenham acesso a essas tecnologias. E a universidade tem um papel importante como mentora da geração de conhecimento. E é o que essa escola está fazendo ao se preocupar em transmitir conhecimentos” disse.

Após a palestra de abertura os participantes foram convidados para fazer a visitação a feira. Os diversos stands montados expõem produtos e experimentos feitos principalmente nas unidades de beneficiamento do Complexo de Agroindústria. Um deles, coordenado pelas estudantes do curso de Agroindústria, Adriely Carla Diniz e Zelma Valentin, está expondo queijos fabricados nas unidades da agroindústria. Em outro, os estudantes Renally Vitor Figueredo e Érica Lais, divulgam doces feitos a partir da popa de mamão, goiaba e maracujá.

Rafael Oliveira é criador de coelhos e está matriculado no curso de Agropecuária da UEPB para aperfeiçoar os seus conhecimentos. Realizado, ele aproveitou a feira para promover uma exposição com várias especieis de coelhos. “Os conhecimentos adquiridos aqui na UEPB me ajudaram a desenvolver o negócio”, reconheceu.

Como forma de abrilhantar a Agrotec, a Emepa expôs alguns animais vindos da estação de Alagoinha. Já o stand da Embrapa levou para a feira o algodão colorido e alguns produtos cultivados nos campos experimentais. Enquanto que a Emater também aproveitou o evento para difundir as suas tecnologias.

Até a próxima quarta-feira (26), os estudantes vão debater vários temas através das palestras e minicurso. No total serão realizados a partir desta terça-feira (25), 13 minicursos abordando temas como Verme Compostagem, Irrigação, “Fruticultura regional”, “Hidroponia”, “Criação de minhoca e produção de húmus”, “Produção de biofertilizantes”, “Plantas medicinais”, “Produção de feno e silagem”, “Inseminação artificial”, entre outros.

Texto: Severino Lopes
Fotos: Paizinha Lemos