São Paulo será a próxima cidade a receber remontagem da exposição itinerante “Jackson é Pop”

29 de outubro de 2020

Depois de encantar os visitantes do Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, a exposição “Jackson é Pop”, que celebra o centenário do Rei do Ritmo, ganhou sua versão itinerante. Primeiro foi instalada no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília (DF), e agora é a vez de São Paulo (SP) receber uma remontagem da coleção. A iniciativa ocorrerá de 13 de novembro a 13 de dezembro. É a expertise da UEPB tratando de irradiar para outros territórios o legado de um dos maiores artistas que o século 20 tem notícia.

A exposição será sediada no Centro Cultural Santo Amaro, que abrigará várias outras ações afins ao tema, todas gratuitas. As atividades têm como realizadores o Bloco do Beco, o Centro Cultural Santo Amaro e a Prefeitura de São Paulo. O responsável pela remontagem é um dos curadores da Sala de Música do MAPP, Sandrinho Dupan, que também dará uma aula espetáculo na abertura do evento, às 20h. A preleção de Sandrinho abordará aspectos práticos e teóricos, abrangendo ritmos como coco, baião e rojão, sua história, conceitos e sons.

Já o encerramento ficará a cargo da cantora e compositora pernambucana Anastácia. Aos 80 anos, a artista lançou recentemente um EP com cinco canções inéditas, em que comemora 60 anos de carreira. São cerca de 800 músicas compostas, mais de 200 delas com Dominguinhos, com quem foi casada por 12 anos. Em sua apresentação, Anastácia contará um pouco de sua vivência com o Rei do Ritmo, posto que sua profícua parceria com a música brasileira fez com que estreitasse laços com nordestinos célebres – “peixes grandes”, a exemplo de Luiz Gonzaga, Marinês, Elba Ramalho e Gilberto Gil, além de outros conhecidos intérpretes nacionais e internacionais.

Concomitante à exposição, serão efetuadas as oficinas “Cordel”, com Cacá Lopes e Cleusa Santo; “Pandeiro”, com Tamima Brasil e Elena Diz; “Cordel”, com João Gomes de Sá e Varneci Nascimento; “Dança” (Gafieira), com Duda Lima e Denise Capelo; “Dança” (Coco e Forró), com Mestre Rafael Magnata e Ana Losnak; e “Jackson para Bebês”, com Willian Delmondes e Daniela Bontempi. Importante ressaltar que o Centro Cultural Santo Amaro procedeu com as medidas de segurança adotadas pela Prefeitura no que se relaciona a pandemia da Covid-19. As oficinas dispõem de vagas limitadas e as inscrições estão disponíveis aqui.

Sandrinho explicou que esse conjunto de ações busca promover um maior aprofundamento e compreensão da obra de Jackson. No que se refere à exposição, ele explanou que terá vários itens, muitas imagens, livros, documentos e publicações envolvendo a trajetória do paraibano de Alagoa Grande.

A iniciativa tem o apoio do MAPP, da UEPB, do Forró Patrimônio Cultural e do Fórum Forró de Raiz. Informações adicionais podem ser obtidas por meio do telefone (13) 99711-9936, do e-mail expojackson100@gmail.com e do portal www.forropatrimônio cultural.art.br.

Mais sobre Sandrinho Dupan
Especialista em Jackson do Pandeiro e Marinês, Sandrinho atua desde 2013 no MAPP. Junto com o escritor Fernando Moura, assinou a curadoria de diversas exposições, como a de Elba Ramalho e Antônio Barros & Cecéu. Também ao lado de Fernando, que é biógrafo de Jackson, empreendeu uma ampla pesquisa sobre o artista, fazendo um mapeamento de todas as canções por ele gravadas, resultando em um rico conteúdo, que será conferido na exposição. Em breve, Sandrinho lançará o livro que está escrevendo, intitulado “Jackson de A a Z”.

Não é a primeira vez que ele é o curador responsável por uma versão itinerante do Museu. Em 2017, Sandrinho levou o acervo de Marinês para o Festival Rootstock de forró, ocorrido em Belo Horizonte (MG).

Texto: Oziella Inocêncio
Fotos: Divulgação