Pesquisa da UEPB e instituições parceiras potencializa culturas típicas da Microrregião de Catolé do Rocha

17 de julho de 2018

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Uma pesquisa desenvolvida por alunos e professores do Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no Câmpus IV, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), tem ajudado na restauração da horticultura na Microrregião de Catolé do Rocha. A pesquisa “Solaplant”, liderada pelo professor Evandro Franklin de Mesquita, coordenador do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias da UEPB, visa potencializar culturas típicas da região, a exemplo do quiabo, da melancia, batata-doce, entre outras.

Os primeiros resultados da pesquisa já forneceram dados relevantes para a região. Atualmente, o grupo está desenvolvendo um projeto de pesquisa com a cultura da abobrinha. A pesquisa estuda o efeito dos nutrientes minerais nitrogênio e silício, objetivando contribuir cientificamente para a obtenção de uma maior produtividade com qualidade de frutos de abobrinha, além de fornecer informações científicas para agricultura familiar local. De acordo com o professor Evandro, no Brasil, especificamente na região Nordeste, concentram-se os maiores produtores desta cultura, agrupando também os maiores estados consumidores, como Pernambuco, Piauí, Maranhão e Bahia.

Apesar de fazer parte do semiárido nordestino, no município de Catolé do Rocha não há indícios desta cultura com importante valor de mercado para a região. Professor Evandro Franklin explica que o estudo desta cultura tem comprovado a eficiência de utilizá-la de maneira racional para que possa ser mais uma fonte de renda para os agricultores desta microrregião

Segundo o pesquisador, o teor de matéria orgânica dos solos locais é geralmente baixo e, com isso, há a necessidade da adubação nitrogenada. O silício é um elemento mineral que tem despertado interesse por parte dos pesquisadores devido aos benefícios que este elemento traz a algumas culturas agrícolas. Porém, necessita de estudos para averiguar sua importância e essencialidade para a nutrição mineral da abobrinha em regiões semiáridas.

O método de irrigação utilizado é o localizado, com sistema por gotejamento. Este sistema se caracteriza pela eficiência do uso da água e consiste em aplicar água no solo próximo ao sistema radicular da cultura, em pequenas pressões e vazões, mas com elevada frequência. Numa região em que a evaporação de referência pode chegar até 12 milímetros por dia, o uso da irrigação localizada é uma necessidade para a agricultura, o que significa menor quantidade de água evaporada da superfície do solo.

Além do professor Evandro, integram a equipe os professores pesquisadores Francisco Pinheiro, Irinaldo Pereira e Irton Miranda, da UEPB; Lourival Ferreira, da UFPB; e Roberto Cleiton, da UFCG; bem como os alunos da Licenciatura em Ciências Agrárias da UEPB, Daniel da Silva Ferreira, Caio da Silva Souza, Jackson de Mesquita Alves, Maria Rayanne da Silva, Géssica Martins de Figueiredo, Dayara Cezário da Silva, Sefora Cordeiro Suassuna, Fernando Nóbrega Targino e Luisa Silva de Queiroz; os doutorandos da UFPB, Danila Lima de Araújo, Lucimara Ferreira de Figueiredo e Rosinaldo de Souza Ferreira; e os mestrandos da UFCG Cezenildo de Figueiredo Suassuna e Albanisa Pereira de Lima.

Realizada pelos alunos do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias da UEPB e dos cursos de Pós-Graduação em Horticultura Tropical e em Agronomia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), respectivamente, a pesquisa tem aumentado significativamente o ingresso dos graduados da Estadual em programas de pós-graduação.

Texto: Severino Lopes
Fotos: Divulgação