Feira Agroecológica estimula população paraibana a consumir produtos saudáveis e livres de agrotóxicos

6 de junho de 2018

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Em comemoração à Semana Nacional dos Orgânicos, foi realizada na manhã desta quarta-feira (6), na Praça da Bandeira, em Campina Grande, a feira agroecológica “Por um São João livre de transgênicos e agrotóxicos”, com o propósito de reunir agricultores oriundos de todo o Estado da Paraíba que produzem de forma orgânica, bem como mostrar para a população que é possível adquirir produtos livres de agrotóxicos com excelente qualidade e a preços acessíveis.

O evento, organizado pela Comissão de Produção Orgânica (CPOrg-PB), em parceria com o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido e o Núcleo de Extensão Rural em Agroecologia (NERA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e com a Articulação Paraibana de Agroecologia, reuniu mais de 20 núcleos de agricultores/comerciantes e recebeu centenas de pessoas interessadas em comprar ou conhecer os produtos ofertados, como frutas, verduras, legumes, mel de abelhas, farinhas, sementes, queijos, manteigas e goma de mandioca.

Segundo a professora Élida Barbosa, vinculada ao Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) do Câmpus II da UEPB, em Lagoa Seca, o NERA tem uma preocupação constante em realizar um trabalho de promoção e divulgação do produto agroecológico, além de mostrar os danos causados à saúde por uma alimentação com produtos contaminados com agrotóxicos. “No ano passado fizemos uma ação na praça da Bandeira sobre a temática e vimos que seria interessante torná-la mais frequente. Esta já está sendo um sucesso. Nossa ideia é que também possamos criar uma feira agroecológica no Câmpus I, organizando um calendário para que ela ocorra com regularidade e beneficie ainda mais pessoas”, explicou.

Representante da CPOrg-PB, Verônica Barbosa reforçou que a Comissão reúne atualmente cerca de 400 famílias agricultoras da Paraíba e que as feiras orgânicas promovidas surgem como uma alternativa segura para que os consumidores estabeleçam uma relação de confiança com as comunidades e famílias produtoras. “Esta é uma forma de manter o vínculo e conhecer outros espaços de comercialização, fazer contatos e encomendas para adquirir os produtos desejados também fora dos períodos das feiras, facilitando o acesso democrático para todo mundo”, falou.

Glória Batista, da Articulação Paraibana de Agroecologia, lembrou as dificuldades enfrentadas pelos pequenos agricultores diante de um mercado competitivo, que oferta produtos, a seu ver, “não alimentícios, mas sim mercadorias lucrativas cheias de veneno e transgênicos”. Ela frisou o quanto é importante valorizar os produtores que resistem e oferecem alimentos sem veneno, tendo em vista que o Brasil ainda é visto como um dos maiores produtores de agrotóxicos, marcado como destaque negativo em todo o mundo. “Aqui semeamos a vida no semiárido e percebemos que o alimento saudável une o campo e a cidade. Então precisamos fortalecer esse elo entre os que produzem o alimento e os que o consomem”, finalizou Glória.

Além da comercialização de produtos, houve ainda a distribuição de mudas de espécies de árvores nativas e plantas medicinais, distribuição de folhetos informativos, apresentação de um grupo de forró pé-de-serra e dramatização teatral.

Texto e fotos: Giuliana Rodrigues