Equipe da UEPB realiza ação de educação ambiental para estimular preservação do Parque Pedra da Boca

14 de maio de 2019

Localizado na cidade de Araruna, região do Curimataú paraibano, o Parque Pedra da Boca é um espaço inserido no bioma da Caatinga, que possui uma vasta riqueza geológica, além de uma grande diversidade de animais e plantas. Uma boa opção para a prática do ecoturismo, o local recebeu uma ação ambiental com o objetivo de promover a conscientização sobre a necessidade de preservação do espaço. A atividade foi realizada na segunda-feira (13), pelo projeto de extensão “Educação Ambiental na Pedra da Boca”, vinculado ao Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde (CCTS) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

De acordo com a coordenadora do projeto, professora Alessandra Brandão, com a realização desta ação foi possível desenvolver estratégias de comunicação e educação ambiental que minimizem os impactos negativos dentro desta importante unidade de conservação na Paraíba. Segundo ela, o turismo religioso tem sido a atividade mais impactante dentro do parque, uma vez que o local chega a receber cerca de 15 mil visitantes em dias de visitas programadas por diversos grupos.

“A estratégia foi manter uma tenda sinalizada com mensagens que lembravam aos visitantes sobre a importância de zelar pela saúde ambiental do parque, que abriga o Santuário de Fátima. Neste ambiente, foram realizadas rodas de conversas com o público que frequenta o local, além de um trabalho de incentivo ao recolhimento e separação de resíduos sólidos”, destacou a professora. As atividades do projeto continuam até o final do ano, com estudantes da rede pública da região participando de trilhas ecológicas, escaladas e rodas de conversas com o intuito de discutir a importância ambiental e cultural do parque para esta e outras regiões.

O Parque Estadual Pedra da Boca, criado pelo Decreto Governamental nº 20.889/2000, possui área de 157,25 hectares e conta com um conjunto rochoso de composição granítica porfirítica, com vestígios de gnaisses e quartzitos, que apresentam faces arredondadas e extensas caneluras que vão do cume ao chão. Estima-se que haja na área ao menos 21 espécies de répteis e anfíbios, 16 espécies de mamíferos, além de 125 espécies de plantas.

Texto: Givaldo Cavalcanti
Fotos: Divulgação