Conselho Universitário realiza primeira reunião de 2018 e destaca necessidade de debates políticos e econômicos

12 de março de 2018

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Em sua primeira reunião do ano, realizada nesta segunda-feira (12), no Auditório de Psicologia, no Câmpus de Campina Grande, o Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) retomou as discussões sobre o balanço político da Instituição, bem como as análises de conjuntura e orçamento. Responsável por presidir a reunião, o reitor Rangel Junior apresentou dados comparativos entre a execução orçamentária e o duodécimo dos últimos anos até 2017, salientando que a Instituição vem sendo submetida a um processo de encolhimento orçamentário que coloca em cheque o funcionamento das ações de custeio e de investimento. A reunião também contou com a participação do vice-reitor Flávio Romero.

Conforme apresentado aos conselheiros, do orçamento no valor de 307 milhões, negociado às claras com o Governo do Estado e necessário para manutenção da UEPB, foram repassados R$ 290 milhões, que é inclusive um valor inferior que o repassado em 2015, ano em que foi registrado o repasse de R$ 293 milhões. De acordo com o pró-reitor de Planejamento da UEPB, professor Luciano Albino, a UEPB já solicitou diversas avaliações técnicas tributaristas e todas chegam à conclusão de que o Governo do Estado da Paraíba arrecada cada vez mais e só não realiza os devidos repasses à UEPB por opção própria.

Assim, sem os créditos acordados torna-se impossível movimentar o orçamento. “Há a necessidade de neste ano concentrarmos os debates sobre autonomia da Universidade, abrir um grande espaço de diálogo na sociedade sobre a importância da UEPB e da relevância dela exercer sua autonomia para poder continuar a servir aos paraibanos”, salientou Rangel Junior, indicando ser esta uma das questões prioritárias para 2018.

Para Flávio Romero, as questões devem levar à reflexão sobre a Instituição como um patrimônio e o que ela vem representando para o povo ao longo desses mais de 50 anos, não apenas no que se refere ao ensino, mas por todas as suas ações, que são refletidas em mais de 180 municípios da Paraíba. “É preciso que o povo paraibano entenda que a UEPB é imprescindível para o desenvolvimento do Estado. Não é apenas uma questão de discutir o que o Governo pensa sobre ela, mas reforçar o que nós queremos para seu futuro, tendo em vista que 2018 demarca um período de eleição para o Governo do Estado e precisamos saber o que os eventuais candidatos pensam para o futuro desta Instituição”, reforçou o vice-reitor.

Outras pautas

Durante a reunião do Consuni também foi homologado o resultado final do concurso público para preenchimento de vagas do corpo técnico administrativo da UEPB, o que, na opinião do reitor, trata-se de uma etapa importante, uma vez que consolida um processo que vinha sendo trabalhado desde o ano passado e se configura como o último ato do concurso, restando apenas a posse dos aprovados.

Além deste ponto, os conselheiros também homologaram por unanimidade a criação do Núcleo de Línguas da UEPB (NucLi-IsF), no âmbito do Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) do Ministério da Educação (MEC), com oferta de bolsas conforme o Programa de Bolsas do NucLi-IsF, também homologado na reunião desta segunda, vinculado à Coordenadoria de Relações Internacionais (CoRI) e destinado aos docentes especialistas e aos professores de idiomas.

Consta como um dos objetivos do NucLI cumprir os propósitos de internacionalização e servir como instrumento de apoio ao desenvolvimento regional, através da oferta de cursos de línguas estrangeiras e a capacitação de estrangeiros em Língua Portuguesa, conferindo-lhes a oportunidade de novas experiências educacionais e profissionais voltadas para a qualidade, o empreendedorismo, a competitividade e a inovação.

 

Texto e fotos: Giuliana Rodrigues