Clínica Escola de Psicologia promove sarau poético em alusão às reflexões da campanha Outubro Rosa

10 de outubro de 2018

Como parte das atividades de alerta e conscientização ao “Outubro Rosa”, a Clínica Escola de Psicologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) realizará, na próxima quarta-feira (17), às 13h, no Hall do Departamento de Psicologia, instalado no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Câmpus de Bodocongó, o sarau “Papo Fe-minino”, um encontro em torno da arte, música, diálogos e poesia.

Seguindo a temática “Venha nos mostrar a sua arte de viver”, as professoras Jailma Souto e Lígia Gouveia, coordenadoras do evento, buscam trazer uma nova proposta para dialogar a respeito do corpo humano, seja ele acometido por enfermidades ou não. Para a atividade, que é gratuita e aberta ao público, estão sendo convidadas todas as pessoas que desejem dar seus depoimentos e contribuir como protagonistas de histórias, recitar contos e poesias ou mostrar suas artes.

Para participar, os interessados devem comparecer a Secretaria do Departamento de Psicologia, até o dia 16 de outubro, e informar o que pretendem expor, seja artesanatos, quadros, poesias, fotos ou qualquer outra expressão artística. “Percebemos que as palestras preventivas realizadas ao longo do mês de outubro se tornaram repetitivas. Assim, convidamos o Centro Acadêmico de Psicologia e o Núcleo de Estudos em Psicanálise, Saúde, Educação e Artes (NEPSEA) para fazermos o sarau poético ‘Fe-minino’, levando em consideração que vivemos numa época em que o feminino transpassa ser mulher, respeita as diferenças e recebe todos os humanos”, explicou a professora Jailma.

Segundo Lígia Gouveia, subjetividade e corpo humano são inseparáveis. “O feminino carrega em si a possibilidade infinitamente criativa diante da falta de um único representante expressivo de sua sexualidade. Assim, o feminino desliza e se recria a todo tempo e uma das muitas marcas do feminino na mulher é a mama”, descreveu.

“Mulheres diante do câncer encontram a castração real no corpo e consequentes efeitos na sua feminilidade. Nesse encontro ameaçador dirigido a uma parte significante de seu corpo, as mulheres costumam usar adornos, na tentativa de recobrir o real no corpo, a exemplo de perucas, tatuagens, próteses, lenços na cabeça, maquiagens”, lembram as professoras, reconhecendo que os diferentes semblantes buscam ocultar o vazio que a doença demarca. Outras informações sobre a atividades podem ser obtidas através do telefone (83) 98706-4647.

Texto: Giuliana Rodrigues