Aula Inaugural da terceira turma da Especialização em Educação Étnico-racial será realizada dia 8 de junho

6 de junho de 2019

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizado no Câmpus de Guarabira, juntamente com a Coordenação do Curso de Especialização em Educação Étnico-racial na Educação Infantil, informa que as aulas da terceira turma do referido curso terão início no próximo sábado (8), às 8h, no Auditório do Centro de Humanidades (CH).

As discussões serão centradas nos saberes tradicionais das comunidades de terreiros e quilombolas. Tratam-se dos marcos iniciais e fundantes do que se convencionou chamar de conhecimentos, uma vez que tudo começou pela África. Do outro lado do atlântico vieram gravado no corpo e na memória de homens e mulheres africanas os saberes que formaram a cultura brasileira, conforme frisam os coordenadores do curso, professores Rita de Cássia e Waldeci Chagas.

O objetivo do primeiro módulo da Especialização, denominado “Saberes Tradicionais” é proporcionar o contato com os conhecimentos africanos, reinventados no Brasil e que estão presentes no cotidiano de todos os brasileiros, ainda que não se tenha consciência disso. Também busca possibilitar aos professores da Educação Básica acesso a esses saberes, sobretudo porque são os docentes quem estão na ponta final do processo educativo e podem colaborar com as crianças e os jovens na construção de suas identidades étnico-raciais, descolonizando o currículo escolar e reinventando as imagens da cultura afro-brasileira.

“Afinal em tudo que somos há um quê de África, em tudo que comemos há um gosto de África, no que sentimos há um cheiro de África que precisa ser vivenciado conscientemente e nas nossas crenças e fé estão os deuses e deusas da África”, destaca professor Waldeci. Conforme a programação da aula inaugural, os temas “Saberes tradicionais africanos na vida dos brasileiros” e “Saberes tradicionais das mulheres quilombolas na Paraíba” serão ministrados, respectivamente, pelo babalorixá André Gonçalves, Ilê Ajagunan Axé Odô Ti Fadáká, e pelas professoras Edite da Silva, Elza Ursulino e Luciene Tavares, ambas da Caiana dos Crioulos, além da professora Ana Lúcia Rodrigues, de Gurugi.